segunda-feira, 23 de junho de 2008

Curiosidade sobre Mairos






Segundo os registos dos tribunais da Inquisição só um natural de MAIROS foi chamado à sua presença.Em 30-7-1727 Ana Maria de Jesus (nome falso de Catarina Fernandes) de 20 anos, natural de Mairos (Monforte de Rio Livre, bispado de Miranda), filha de Pedro Fernandes, o Sereno, lavrador, cristã-velha, sem domicílio certo, foi presa e acusada de «crer no demónio, adorá-lo e ter feito um pacto expresso com ele e só com ele, sacrilégio, heresia e apostasia».
A sentença só foi proferida em 9-5-1728: «ir a auto de fé com carocha e rótulo de feiticeira, ..., ser açoitada pelas ruas públicas de Coimbra, não entrar mais em Mairos, cinco anos de degredo em Angola». No entanto recebeu o termo de soltura em 8-6-1728 (seguramente em troca de segredo sobre todo o processo).

sexta-feira, 7 de março de 2008

Figuras Zoomórficas em Mairos!

Na aldeia de Mairos, no Bairro da Carcavelha, actualmente chamada Rua do Abade de Baçal, encontram-se na fachada de uma casa duas esculturas zoomórficas. A casa serviu de residência paroquial ao abade de Baçal no final do século XIX, e está assinalada por uma placa comemorativa na fachada. As duas esculturas estão na fachada, junto ao tecto, uma no cunhal do lado esquerdo, sobre uma escada de pedra, e a outra no cunhal oposto, do lado direito. A tradição popular afirma que a primeira representa um lobo, e a segunda uma raposa, mas a identificação correcta das figuras representadas afigura-se problemática. Consideradas pelo abade de Baçal e por Santos Júnior como sendo esculturas zoomórficas da Idade do Ferro, deverão na realidade ser muito posteriores, certamente medievais ou mesmo modernas, devendo ter funcionado como elementos decorativos de algum edifício, provavelmente gárgulas numa igreja. A sua origem é desconhecida, mas o abade de Baçal refere que lhe indicaram que teriam vindo do sítio da Tróia. No entanto, dada a imprecisão destas indicações, é de considerar também a hipótese das esculturas provirem de algum antigo edifício ou igreja da própria aldeia de Mairos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Museu de Etnográfico de Mairos, que futuro terá??

Coloco esta questão a mim, e a todas as pessoas residentes e não residentes da aldeia.
Depois da tentativa do Centro Social e Cultural de Mairos em preservar e acondicionar as peças do antigo museu num novo espaço (antigo quartel da guarda fiscal), com o intuito de, as entidades competentes se sensibilizassem para a importância do património cultural que este museu representa para a aldeia e também para a região.
Até agora nada foi feito, extinta a associação, as peças depositadas no antigo quartel encontram-se em degradação e “quase” á mercê de pilhagens. É importante salientar que este museu tem peças de valor incalculável, que marcaram uma época, na evolução da aldeia ao longo dos séculos, muitas peças se não forem rapidamente tratadas e acondicionadas por pessoas com competências para tal poderão mesmo extinguir-se.